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10 de ago. de 2013

MEU PAI

Uma dor se avizinha e se agiganta,
prende o grito, o soluço na garganta,
brotam nos olhos lágrimas de dor,
que pela face escorrem sem pudor.

Recordações, o tempo não apagou,
parece que só ontem ele deixou
o mundo, a vida, pra ter mais alento
noutro lugar, com menos sofrimento.

O tempo passa, a gente vai seguindo,
e a tristeza vai e volta consumindo,
sem dó, o coração e a alma da gente.

E numa ausência que se faz presente,
meu pai, de mim não vai sair jamais!
Em tantas coisas somos tão iguais...

Suely Ribella ©