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25 de ago. de 2010

SENTIDOS


Eu vejo você
com meus cinco sentidos,
eu sinto você
de sentidos perdidos
quando os meus sentidos
estão em você...

Suely Ribella ©

20 de ago. de 2010

TEUS BEIJOS


Doçuras,
loucuras,
teus beijos,
mais do que beijos,
são explosões
de emoções,
mais que fatos,
são atos
sensuais,
sexuais,
teus beijos,
são festejos,
em mim,
pra mim...

Suely Ribella ©

15 de ago. de 2010

ABRAÇA-ME!


Abraça-me,
gruda em mim,
não me solta,
não me deixa respirar,
me sufoca,
me mata...
mas abraça-me!
.
Suely Ribella ©

10 de ago. de 2010

INFELIZ


Quantas noites já passei
abraçada ao travesseiro,
a chorar quieta e sozinha
até o sono chegar!
Quantas manhãs levantei
desiludida e alquebrada
sem ter dormido um instante,
só meu Deus sabe o porquê.
Se amanhã eu não acordar,
saiba que mais uma vez,
com pena de mim fui dormir
com saudade de você.

Suely Ribella ©

5 de ago. de 2010

DESVARIO


Toco-me...
acaricio-me...
umedeço...
loucuras
que só fazem sentido
porque existes...

Suely Ribella ©

30 de jul. de 2010

VOLUBILIDADE


Hoje a minha volubilidade
está em alta,
não sinto tua falta...
ontem não havia
volubilidade em mim,
eu sentia
tua falta, sim...
amanhã, não sei,
outro dia será,
meu humor dirá
o que sentirei,
penso até
que não mais falarei
deste amor
maior do que eu,
esconderei
de ti, de quantos
possa enganar,
que não amo mais,
só não sei
se conseguirei
enganar
a mim mesma.

Suely Ribella ©

25 de jul. de 2010

PALAVRAS, PALAVRAS


As palavras dizem o que sinto,
não faço o que quero com elas;
elas, por vezes, atropelam meu pensamento,
e falam o que, talvez, eu quisesse guardar...
Frases soltas, versos, textos,
e vou ‘conversando’ comigo, contigo,
com os meus fantasmas.
As palavras se mostram, se exibem,
porque estás ausente.
Diante de ti, as palavras se inibem,
porque o corpo todo
se manifesta de tal forma
que elas se afastam
por não terem mais o que dizer...
Diante de ti, as palavras... que palavras?
.
Suely Ribella ©

20 de jul. de 2010

ONTEM, HOJE, AMANHÃ


FOSTE
Foste meu sonho maior,
e a minha maior ilusão...
Foste meu grande amor,
e um grande engano, também...
Foste o bem e o mal,
a minha grande loucura...
Foste...
assim quiseste...

ÉS
És meu caso perdido,
meu erro consciente...
És a lembrança constante
que não consigo apagar...
És o amor, a vida,
o riso solto, a lágrima sentida...
És...
a teimosia do meu coração...

SERÁS
Serás o amor,
a saudade, a dor?
O futuro não nos pertence,
por mais que eu pense,
não sei o que será
de mim, de ti, de nós...
Serás...
o que quiseres...
.
Suely Ribella ©

15 de jul. de 2010

NÃO É FÁCIL...


Não é fácil ter
um sorriso na face,
um brilho no olhar,
se falta você...
Não é fácil viver,
seja como for,
e não há como ser,
longe de você...

Suely Ribella ©

10 de jul. de 2010

ENVELHECER


O envelhecer, às vezes, me assusta...
é o tempo que se esvai
sem que o possamos deter,
são as oportunidades
que já escasseiam,
são os sonhos
que temos que abandonar
e os sonhos
que não podemos mais sonhar,
é a desesperança
pelo que não se pode mais fazer...
São tantas as limitações...
O corpo não acompanha mais
o pensamento...
Talvez, um dia, não possamos
nem decidir por nós...
é a vida que caminha
não se sabe em que direção...

Suely Ribella ©

5 de jul. de 2010

HIPNOSE


Minhas mãos no ar,
dedos distraídos
em teu rosto,
a contornar teus olhos,
tua boca...
Meus olhos presos
nesses movimentos,
alguma força me leva
pra fora de mim,
é como se estivesse
contigo, realmente,
me olhas, me falas,
me sorris,
aos meus carinhos
fechas os olhos,
suspiras,
nos sentimos,
(sei que também me sentes),
suspiro e retorno
ao mundo em que vivo
solitária de ti,
acordo do transe
em que me encontrava,
não acordo do sonho
que te traz pra mim...

Suely Ribella ©

30 de jun. de 2010

COMO DEFINIR?


Como definir
esse vazio em mim
quando estou longe de ti?
Essa vontade
de estar junto,
estar perto?
Essa ansiedade
pra te ver?
Essa insatisfação,
essa inquietação,
essa amargura,
esse desespero,
essa vontade
de gritar teu nome,
tão alto
que te faça vir
correndo pra mim?
Como definir?

Suely Ribella ©

25 de jun. de 2010

MEU RISO


Meu riso histérico e nervoso
quer demonstrar
uma alegria que não tenho,
quer mostrar
uma indiferença que não sinto,
uma satisfação que não existe...
Meu riso falso, fingido,
que a vida me ensinou a ostentar,
porque a ninguém interessa
o que me vai na alma,
o quanto sofre meu coração...
Meu riso é máscara que uso
para esconder
o meu sentir real e verdadeiro...
Meu riso é cínico e debochado
como eu não queria que fosse...
Meu riso que alguém gostou,
olhou e não soube ver,
não entendeu...
Meu riso de contentamento
puro e verdadeiro, esse,
alguém levou e não devolveu...

Suely Ribella ©

20 de jun. de 2010

UNS E OUTROS


Enquanto uns
passam a vida
se queixando,
há os que sabem
sorrir e agradecer.

Enquanto uns
não valorizam
o pão que têm à mesa,
há os que fazem festa
com migalhas.

Enquanto uns
querem cada vez
mais futilidades,
há os que sabiamente
buscam espiritualidade.

Enquanto uns
cultuam o orgulho,
alimentam o ódio,
há os que se doam
e amam sem limites...
   
Suely Ribella ©

15 de jun. de 2010

CINZENTOS


Juntar
silêncios,
trocar
por conversas,
um drinque,
sorrisos...
Trocar
amargores,
por doçuras...
Ouvir
música,
o barulho do mar,
assistir
a um filme?
Relaxar...
E assim,
quem sabe,
renascer,
reacender...

Suely Ribella ©

7 de jun. de 2010

MEU FILHO


Hoje, dia do seu aniversário,
pensei em falar das alegrias e emoções
que você já me proporcionou,
que tem sido tantas,
desde que você nasceu,
e ainda quero mais!
Pensei em falar da nossa amizade,
do seu companheirismo,
da sua compreensão,
dos seus puxões de orelhas
(às vezes, eu mereço, né?!)...
Pensei em falar
do amor que nos une,
do respeito, da cumplicidade,
do tanto que lhe desejo de melhor,
do orgulho que é ser sua mãe...
Pensei em tantas coisas,
lembrei outras tantas,
e a emoção agora me trai,
faz sumir as palavras,
a inspiração evapora,
e cadê o poema
que eu queria fazer pra você?
Vou ficar devendo...

Parabéns pelo seu aniversário, Rafael!
Seja feliz, sempre, meu filho!

Suely Ribella ©

30 de mai. de 2010

NÃO ME OLHE ASSIM


Não me olhe assim,
como se nem me conhecesse
e pra você eu nada fosse...
Não me olhe assim...
Nada fiz que merecesse
esse seu olhar distante,
distraído e ausente...
Não me olhe assim,
sou capaz de sorrir e ir embora
aparentando calma e indiferença...
Você sabe que em algumas coisas
nos parecemos tanto!
Então, não me olhe assim...
Sou capaz de olhar pra você
da mesma maneira,
chegar bem perto
e olhando nos seus olhos,
aproximar-me ainda mais,
roçar meu corpo no seu,
oferecer minha boca,
roubar um beijo...
e esse olhar vai mudar,
vai pedir mais...
Então, não me provoque,
não me olhe assim...

Suely Ribella ©

25 de mai. de 2010

ANJOS E DEMÔNIOS


Os anjos, doces criaturas, me enlevam,
me dão paz e tranqüilidade,
e trazem pensamentos suaves e ternos,
que mexem com o coração e com a mente,
deixando em mim uma onda do mais puro amor...
Eles fazem-me querer estar ao teu lado...
é quando só a tua presença me basta...

Os demônios, esses me alvoroçam,
mexem com tudo: pensamentos, corpo, alma...
fazem-me sentir fome e sede dos teus beijos,
das tuas carícias, do teu corpo...
fazem-me desejar-te mais e mais...
é quando me solto e não respondo por mim...

Os anjos me fazem sonhar...
Os demônios me fazem desejar...
Você é anjo, é amigo, é sagrado...
Você é demônio, é homem, é profano...
Você é tudo que eu posso sonhar,
Você é tudo que eu não devo querer...
Você é o anjo que me enternece...
Você é o demônio que me enlouquece...

Suely Ribella ©

20 de mai. de 2010

MATURIDADE


A maturidade
nos impõe limites,
mas nos faz melhores,
nos dá maior compreensão,
nos mostra que sofrer
é uma opção...
Os perigos,
a gente não peita,
a gente respeita,
os limites,
a gente aprende
a conviver com eles.
E o Amor,
ah, esse a gente vive!
Porque viver sem amar,
não vale a pena!

Suely Ribella ©

15 de mai. de 2010

AH, MEU AMOR!


Ah, meu amor, quando você chega
e sem rodeios me toma em seus braços,
e me diz coisas que só você sabe dizer,
e faz coisas que só você sabe fazer!...

Meu amor, nessa hora,
sinto você tão meu e todo meu,
me entrego sem medo e sem pudores,
e deixo que você me guie como quer...

Porque nessa hora, meu amor,
você me faz sentir tão sua e tão segura,
você se faz dono de mim de tal maneira,
não consigo imaginar o mundo sem você!

Ah, meu amor, essa química inexplicável
que une nossos corpos desse jeito,
essa sintonia de nossos pensamentos
e de sentimentos que entre nós existe!...

Meu amor, isso tudo é tão bonito,
nos faz tão felizes e nós merecemos tanto,
deixamos de ser eu e tu, somos nós,
não há nada que possa nos separar!...
.
Suely Ribella ©