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25 de nov. de 2012

CONSCIÊNCIA

Consciente,
te amo...
(In)consciente
te chamo...
A consciência
branca,
serena,
te ama,
a (in)consciência
te quer...
A consciência
negra,
sexy,
loba,
(in)consciente
me faz
tua mulher...

Suely Ribella ©

20 de nov. de 2012

SOMANDO TEMPOS

Somei tempos...
Nosso convívio diário, lá longe...
O meu convívio, durante anos,
com a tua ausência...
O nosso reencontro...
Esse tempo presente
de encontros, desencontros,
conversas, silêncios,
metáforas, entrelinhas...
Somei tempos...
E neles uma certeza,
não sei se te conheço,
não sei ao certo quem és,
mas te amo tanto!!!

Suely Ribella ©

15 de nov. de 2012

RIMAS...

Pra com teu nome rimar,
uma palavra eu busquei,
depois de bem procurar
só o meu nome encontrei.

Pensando, tentei achar
rima pra minha doçura,
só fui capaz de encontrar
a tua mais doce loucura.

Sorrindo, fui procurar
para o teu corpo uma rima,
tudo o que pude encontrar
foi o meu corpo por cima.

O que mais rima contigo,
comigo rima, também,
essa paixão que bendigo,
esse amor que fim não tem.

Suely Ribella ©

10 de nov. de 2012

DEDILHAR...

Dedilha-me ao violão uma canção,
canta pra mim,
eterniza este momento
em que estamos aqui,
assim tão próximos,
para que o possamos guardar...
Para que entendas melhor
os meus versos,
dedilharei em teu corpo
uma poesia...

Suely Ribella ©

5 de nov. de 2012

OCASO

A paz e a beleza
do por do sol,
o cheiro e o barulho
das águas do mar,
a brisa que sopra
em meu rosto
e despenteia
meus cabelos...
Sinto tua presença,
amenizando a saudade,
acalmando os sentidos...

Suely Ribella ©

30 de out. de 2012

A CORDA DO TEMPO

Quem dera, a gente tivesse
nas mãos, a corda do tempo,
e pudesse fazê-lo correr,
andar devagar e parar...
Quem dera, a gente entendesse
a razão do orgulho do tempo,
que sendo o senhor de tudo,
esquece que a gente tem
no peito um coração...
Quem dera, o tempo entendesse
o que a gente quer e deseja,
corresse quando temos pressa,
e parasse... quando nos convém...
Quem dera, a gente tivesse
nas mãos, a corda do tempo...

Suely Ribella ©

25 de out. de 2012

VELOCIDADE

Um dia, outro dia,
quase sem respirar,
sem pausa para entender
a vida sem graça,
o amor tão distante,
a morte que passa
ali adiante...

Suely Ribella ©

20 de out. de 2012

HEIN???

Cadê o sol, o céu,
a lua, a nuvem?
Cadê o mar,
o sal, a Terra?
Cadê todo mundo
do meu mundo?
Quem é você?
e eu, quem sou?
O mundo parou
de girar...
Não pode! 

Suely Ribella ©

15 de out. de 2012

PRESSÕES

Pressão alta,
pressão baixa,
pressão de cá,
pressão de lá.
Compressão,
opressão,
repressão.
Depressão?
Impressão.

Suely Ribella ©

10 de out. de 2012

VERDE

Ver de verdade,
ver de perto,
ver de longe,
ver de óculos,
ver de verde,
ver de qualquer cor,
ver depressa,
ver devagar,
ver de todo jeito,
ver de qualquer jeito,
ver de manhã
ver de tarde,
ver de noite,
verde de raiva.

Suely Ribella ©

5 de out. de 2012

ELEIÇÃO


Hoje é dia de eleição
e aproveitando a ocasião
meu voto vou confirmar,
não vejo por que mudar...
Não troco de candidato,
isso pra mim é um fato.
Quem já mostrou qualidade,
demonstrou sinceridade,
deve então continuar
a mandar e desmandar...
Da vida é governador,
do coração presidente...
Eu falo do meu amor,
por quem eu vivo contente!
É nele que eu vou votar,
para ele continuar
dono do meu coração...
Meu candidato preferido
a qualquer cargo ou função
é só ele, o meu querido,
meu amor, minha paixão...

(Quem em política pensou,
pensou mal, pensou errado...
Com esse poema eu só quis
homenagear meu amado!...)

Suely Ribella ©

30 de set. de 2012

BELO PRESENTE

O que é o hoje se não
o amanhã de ontem
e o ontem de amanhã?
O que é o hoje se não
o presente,
que muitos merecem?
O que é o hoje se não
a véspera de amanhã,
que a gente sonha ser melhor?
O que é o hoje se não
o dia e o tempo de amar?

Suely Ribella ©

25 de set. de 2012

HOMEM DE AÇO

Não o destrói,
o fogo da paixão.
Não o move,
a força do amor.
Não o corrói,
o tempo.
Não o demove,
a emoção.
É de aço
esse homem.

Suely Ribella ©

20 de set. de 2012

TÉDIO

Repentinamente
me foge a cor,
fico cinza,
incolor...
Ausenta-se
a fala, o riso,
o calor...
Envolvem-me
o frio, o vazio,
a solidão...
Estou só,
mais do que só,
estou sem você...

Suely Ribella ©

15 de set. de 2012

BRINDANDO À MORTE

Hoje eu quero brindar à Morte,
quem sabe assim eu dou sorte,
ela se digne olhar para mim,
me encare desinibida
e, finalmente, decidida
ponha um esplendoroso fim
na minha transitória vida.

Só depois, à Vida brindarei,
pela Morte abraçada,
todos os vinhos do Além beberei
por ter sido contemplada,
afinal, o que nesta vida importou,
o que mais me confortou,
foi que te encontrei, e te amei!

Suely Ribella ©

10 de set. de 2012

LOUCO AMOR

Não há maior loucura que este amor,
ao céu transporta, deixa-me em delírios,
ao inferno leva, sem nenhum calor,
no chão me põe, em vida de martírios.

Vou indo em bamba corda a equilibrar,
também passeio em bocas de vulcões,
loucura plena, sem deixar de amar,
contigo a vida é um mundo de emoções.

Prefiro o céu, que lá nos encontramos,
com muito amor e paz, serenidade,
estando sós, da Terra nem lembramos.

Viver no inferno, é só infelicidade,
sentimos frio, se nos distanciamos,
morre-se aos poucos, tanta é a saudade.

Suely Ribella ©

5 de set. de 2012

GEOMETRIA HUMANA


Retas
se encontram,
se unem,
se fecham,
formam círculos...
alguns círculos
se abrem,
se estendem
e seguem
qual paralelas...

Suely Ribella ©

30 de ago. de 2012

RELÓGIO

Tic tac,
tic tac,
tic tac,
te quero,
te chamo,
te espero.
Tic tac,
tic tac,
tic tac,
canso,
adormeço,
sonho.
Tic tac,
tic tac,
tic tac,
acordo,
te procuro,
encontro
o relógio...
Tic tac,
tic, tac,
tic tac...

Suely Ribella ©

25 de ago. de 2012

INSÔNIA

Tomei chazinho,
deitei,
não dormi,
levantei,
tomei leitinho,
rezei,
na cama rolei...

Não desligo,
não consigo
relaxar, descansar...
Conto até cem,
o sono não vem,
na mente, somente
imagens, miragens...

Suely Ribella ©

20 de ago. de 2012

PRESSÃO

Massacrados,
reprimidos,
sufocados,
engolidos
pela terra,
pelo mundo,
se não erra
não vai fundo,
quem aprende
logo entende,
a cabeça
em combustão,
coração
em explosão,
ansiedade
de expressão,
liberdade
de ação!

Suely Ribella ©