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5 de fev. de 2013

DESEJOS


Madrugada...
De repente,
desejos:
teu corpo,
tua boca,
teu sexo...
.
.
.
Suores,
delírios...
.
.
.
Amanhece...
o sol deseja
bom dia...

Suely Ribella ©

30 de jan. de 2013

ENAMORADA

Não consigo impedir o pensamento
que ao distrair-me, ao teu encontro vai,
não sei ficar sem ti um só momento,
que o corpo sente, entristece e retrai,

choram os olhos sem consentimento,
e o coração, no seu pulsar, fraqueja,
vai-se a alegria, todo o contentamento,
escondo-me, pra que ninguém me veja.

Quando tu surges, vem o encantamento,
deixas-me alegre, e a vida perfumada,
fazes-me esquecer qualquer sofrimento.

Por ti eu tenho minha alma enamorada,
sonho e quero ter-te a todo momento,
pra mais te amar e por ti ser amada...

Suely Ribella ©

25 de jan. de 2013

UMA NUVEM...


Uma nuvem perfumada
passou rapidamente,
neste instante, por aqui...
me envolveu, me arrepiou,
e se foi...

Só tive tempo de sorrir...
Ela trouxe você
e deixou você aqui,
comigo... em mim...

Suely Ribella ©

20 de jan. de 2013

ÚNICO

Dentro de ti,
existe um  homem
que teimas em conter...
Não adianta esconder,
gosto dos dois,
desse que se mostra
e desse que se esconde....
Quantos sejas,
pra mim és um só...
Único.

Suely Ribella ©

15 de jan. de 2013

MEU SONHO DE CONSUMO


Tenho um modo de te querer
que não é difícil de entender,
tua vida eu não quero viver,
só o teu amor eu quero ter.

Não pretendo te ver tristonho,
nem penso em te ver infeliz,
e sim, bem alegre e risonho,
pois quero que estejas feliz...

Sem nenhuma contrariedade,
muito amor, paz e calmaria
entre nós, com cumplicidade.

Quero sempre a tua companhia,
te quero e do amor quero tudo!
Assim penso, sonho e me iludo.

Suely Ribella ©

10 de jan. de 2013

A VIDA SE DANÇA, SE TOCA

A dança da vida
nem sempre é calma
ou como se quer,
deita no meu colo,
descansa,
relaxa e ouve
o pulsar do meu coração,
se estás comigo
ele toca
uma suave canção...

Suely Ribella © 

5 de jan. de 2013

HORA DE MUDAR

Começa o ano
e a gente diz,
ano novo, vida nova,
vou mudar...
Penso em me afastar,
bem que tento,
faz-me tão mal
qualquer distância...
Estás logo ali,
ao meu quase alcance,
e tão inatingível...
Queria saber
até onde me engano,
queria saber
tantas coisas,
só uma sei,
e é tão certa,
amo-te...
tendo-te ou não...

Suely Ribella ©

30 de dez. de 2012

ROTINAS


Quem não gostaria de ter
uma rotina a seguir,
dessas que só dá prazer,
que faz cantar e sorrir?

Palavras doces e amigas,
olhares de sedução,
namoro leve, sem brigas,
além da imaginação...

Nada que fizesse mal,
no trato, delicadeza,
um dia a dia com sal,
docinho de sobremesa...

Um vinho tomado a dois,
música para dançar,
e o que viesse depois
seria pra completar...

Mas a vida descortina,
tão diversa à nossa frente,
obrigatória rotina
que nos olha indiferente...

Em vez de maravilhosa,
com entendimento, carinho,
só uma rotina tediosa
temos em nosso caminho...

Suely Ribella ©

25 de dez. de 2012

UM PRESENTE


Acordar cedinho,
telefone tocando,
receber um carinho,
meu melhor presente,
tua voz murmurando:
te amo...

Só isso,
sem complicação,
sem compromisso...
eu e você depois,
nós dois,
só emoção...

Suely Ribella ©

20 de dez. de 2012

NÓS

Essa paixão
desenfreada...
inquietação
alucinante...

Chegas,
e num instante
me entrego
e te entregas...

E nada
nos negamos,
e amamos,
nossos suores
misturamos,
e gozamos...

E já não somos
eu e tu...
Somos nós,
um só amor...
uma só paixão,
uma só vida...

Suely Ribella ©

15 de dez. de 2012

PENSANDO


Penso
se dispenso
ou não dispenso
você...
Repenso,
não me convenço,
o amor é intenso...

Penso,
repenso,
de tanto que penso
me venço.
Não tenho bom senso...
Penso demais,
em você!

Suely Ribella ©

10 de dez. de 2012

SINGULAR


Eu bem queria
chamar de nosso este amor,
mas não devo, não posso,
só eu amo, você não...
O amor só existe
no meu coração...
Nós não temos plurais,
nosso amor, nossa vida,
nada pode ser
chamado de nosso,
nós só temos singular,
minha vida, tua vida,
meu amor, teu desamor...

Suely Ribella ©

5 de dez. de 2012

FRENESI

Madrugada
bela e ousada,
inspiradora
e pecadora,
a lua me iluminando,
a insônia te buscando,
eu me deixando
nua, dócil e fera,
à tua espera...

Suely Ribella ©

30 de nov. de 2012

INÉRCIA

Tranco a casa,
fecho as cortinas,
os olhos...
privo-me da luz,
de ruídos,
quero estar só,
contigo...
Tua voz,
distante,
me faz companhia,
tua presença
é a luz
que só eu vejo...
e revejo,
nessa solidão voluntária,
a vida
que eu sonhei viver...

Suely Ribella ©

25 de nov. de 2012

CONSCIÊNCIA

Consciente,
te amo...
(In)consciente
te chamo...
A consciência
branca,
serena,
te ama,
a (in)consciência
te quer...
A consciência
negra,
sexy,
loba,
(in)consciente
me faz
tua mulher...

Suely Ribella ©

20 de nov. de 2012

SOMANDO TEMPOS

Somei tempos...
Nosso convívio diário, lá longe...
O meu convívio, durante anos,
com a tua ausência...
O nosso reencontro...
Esse tempo presente
de encontros, desencontros,
conversas, silêncios,
metáforas, entrelinhas...
Somei tempos...
E neles uma certeza,
não sei se te conheço,
não sei ao certo quem és,
mas te amo tanto!!!

Suely Ribella ©

15 de nov. de 2012

RIMAS...

Pra com teu nome rimar,
uma palavra eu busquei,
depois de bem procurar
só o meu nome encontrei.

Pensando, tentei achar
rima pra minha doçura,
só fui capaz de encontrar
a tua mais doce loucura.

Sorrindo, fui procurar
para o teu corpo uma rima,
tudo o que pude encontrar
foi o meu corpo por cima.

O que mais rima contigo,
comigo rima, também,
essa paixão que bendigo,
esse amor que fim não tem.

Suely Ribella ©

10 de nov. de 2012

DEDILHAR...

Dedilha-me ao violão uma canção,
canta pra mim,
eterniza este momento
em que estamos aqui,
assim tão próximos,
para que o possamos guardar...
Para que entendas melhor
os meus versos,
dedilharei em teu corpo
uma poesia...

Suely Ribella ©

5 de nov. de 2012

OCASO

A paz e a beleza
do por do sol,
o cheiro e o barulho
das águas do mar,
a brisa que sopra
em meu rosto
e despenteia
meus cabelos...
Sinto tua presença,
amenizando a saudade,
acalmando os sentidos...

Suely Ribella ©

30 de out. de 2012

A CORDA DO TEMPO

Quem dera, a gente tivesse
nas mãos, a corda do tempo,
e pudesse fazê-lo correr,
andar devagar e parar...
Quem dera, a gente entendesse
a razão do orgulho do tempo,
que sendo o senhor de tudo,
esquece que a gente tem
no peito um coração...
Quem dera, o tempo entendesse
o que a gente quer e deseja,
corresse quando temos pressa,
e parasse... quando nos convém...
Quem dera, a gente tivesse
nas mãos, a corda do tempo...

Suely Ribella ©